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Notícias da paróquia › 06/11/2015

CAMINHADA DOS MÁRTIRES

“Mártires da Caminhada! É assim que sempre nos referimos aos homens e mulheres que tombaram na defesa da vida e da justiça, na luta pela causa dos pobres, buscando construir o Reino de Deus e sendo fiéis ao seguimento de Jesus de Nazaré” (o Gancho nº277)

Celebramos no último dia 18 de outubro a 26ª CAMINHADA DOS MÁRTIRES em nossa Arquidiocese, na Paróquia Santo Afonso Maria de Ligório, Bairro Itajaí, a caminhada contou com a presença de outras Comunidades da Região do Campo Grande, das regiões de Campinas, Sumaré e Monte Mor, participaram cerca de 200 pessoas caminhando 3 km por praças e ruas.

O TEMA que nos animou foi: “SANGUE DOS MÁRTIRES, SEMENTE DE VIDA E ESPERANÇA”.

A Paróquia Santo Expedito ficou responsável pela 3ª Parada: “Sociedade organizada que denuncia as injustiças e exige seus direitos”.

De nossa Paróquia éramos 14 participantes. Elaboramos um texto e o Josimar (Com. Nossa Senhora da Penha) produziu dois bonitos cartazes para serem os cenários da apresentação da POBREZA e RIQUEZA.

O canto O Profeta, abriu nossa apresentação “Tenho que gritar, tenho que arriscar, ai de mim se não o faço…

O texto que proclamamos e apresentamos em teatro falava do momento em que vivemos onde os direitos humanos são constantemente violentados e com formas que se sofisticam cada vez mais. Ressaltamos  que o fundamento último do cultivo dos Direitos Humanos reside na dignidade de cada pessoa humana e no respeito que lhe é devido  e para  a sociedade atual que tem no mercado seu eixo a pessoa é feita um bem de consumo, que uma vez usada pode ser jogada fora, como diz o Papa Francisco.

Numa sociedade assim não há lugar para os direitos.  Apenas para interesses.  O sistema vigente não ama as pessoas, apenas sua capacidade de produzir e consumir.

O varredor de rua, pessoas pobres, mulheres cansadas, idoso negro, fizeram espontaneamente suas falas no CENÁRIO DA POBREZA. pobreza

Pessoas bem vestidas mostrando e esbanjando dinheiro, falando de compras, desejando estar em Shoppings, Bancos e longe da pobreza que as incomoda mostraram com falas e vestimentas o CENÁRIO DA RIQUEZA. riqueza

Denunciamos e exigimos nossos Direitos com pessoas gritando no meio do povo presente na caminhada:

Denunciamos: Este sistema político e econômico que exclui, que mata, gera desigualdade, espalha ódio, intolerância e preconceito, provoca o fim do trabalho, reduz salários e direitos.

Exigimos: Política que dialogue com a economia e que se coloquem ao serviço da vida, especialmente da vida humana;

Denunciamos: A redução da maioridade penal e o genocídio da juventude pobre, negra da periferia.

Exigimos: Políticas públicas para a Juventude, para a Saúde e Educação.

Denunciamos: O retrocesso com relação aos direitos dos trabalhadores/as e aos avanços socais.

Exigimos: Manutenção da democracia e dos direitos trabalhistas e sociais conquistados por meio de muitos anos de luta da classe trabalhadora e dos movimentos sociais;

Denunciamos: A violência contra a mulher, o machismo e toda forma de preconceito.

Exigimos: Respeito à diversidade étnicas, religiosas, de gênero e     cultural.

Denunciamos: A impunidade e a corrupção.

Exigimos:  Combate à corrupção.  Ampla reforma política. Proibição ao financiamento empresarial de campanha eleitoral.

O grito forte de todos/as foi QUEREMOS VIDA DIGNA confiantes que só a organização do povo, pode salvar o povo.  Direito que não se defende é direito que se perde. E para defendê-lo, é preciso conhecê-lo. Não pedimos favores,  exigimos direitos.

Com o Banner do Papa Francisco: Terra, Trabalho e Teto, caminhando no meio das pessoas repetíamos o clamor de Mercedes Sosa no canto “eu só peço a Deus” que não sejamos indiferentes às injustiças, às guerras… e seguimos até a Igreja, acreditando que “irá chegar um novo dia, quando os oprimidos numa só voz a liberdade irão cantar”.

A celebração da Missa foi muito rica com a participação de muitas pessoas e com o grupo de canto da Paróquia que nos acolhia e uma alegre confraternização, fruto da partilha, encerrou esse momento tão significativo.

Texto elaborado por José Aparecido Antonio, Vera Farias e Zilda Santesso

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